Comecemos a compreender os aspectos metafísicos,
desde o surgimento mais frequente do transtorno, na juventude. Os jovens
acometidos pelo TBH são inconstantes e emocionalmente instáveis. Ora se
superestimam, achando-se os maiores do mundo, ora comportam-se como se fossem
insignificantes perante o grupo.
Isso pode acarretar na transição entre a fase de
criança e a maturidade. Ao ultrapassarem as barreiras do lar, no início do
processo de socialização (na adolescência), os jovens perdem a referência
familiar que tinham conquistado. O lugar que ocupavam na família não se
transfere para a sociedade. Eles precisam recomeçar um movimento de conquista
de espaço e de identidade social, consequentemente, profissional. É quando a
insegurança se acentua, podendo causar reações extremistas, de súbita variação
de humor.
A irreverência muito comum entre os jovens é um
reflexo da frustração causada pela falta de espaço na sociedade. O fato de
alguns jovens apresentarem uma exagerada irreverência, chegando a ser
agressivos, esboça a falta de mobilidade deles, por exemplo, entre os amigos.
Como mecanismo de compensação, querem se impor perante os outros e se
supervalorizar.
Mas instantes depois, diante de pequenas frustrações,
retraem-se, comportando-se de maneira melancólica e deprimida. Esses estados
são característicos da baixa resistência emocional do jovem e provocam a
intolerância às decepções.
Apesar do surgimento do TBH ocorrer com mais
frequência desde a juventude, é na fase adulta que isso fica mais evidente. Ou
pelo menos, é quando ocorre tal diagnóstico.
Os adultos com sintoma de TBH costumam exagerar na
imposição das suas vontades, geralmente esboçando comportamentos hostis e
excedendo na agressividade de forma a causar espanto naqueles que os rodeiam.
É muito dificil conviver com pessoas que tem a
síndrome do TBH, elas são inconstantes nas reações. Nunca se sabe qual
comportamento esperar delas diante das situações inusitadas. A forma como vão
reagir é sempre uma surpresa, a cada hora esboçam uma reação diferente.
Repentinamente, passam a agir de maneira oposta,
isolam-se, mergulhando numa súbita apatia e depressão. Essas variações de
comportamento são comuns nas pessoas que sofrem do transtorno bipolar do humor.
A velocidade dos pensamentos dificulta exercer
controle sobre si mesma, de tal maneira que nem a própria pessoa consegue se
compreender ou mesmo se tolerar. Fica dificil organizar-se interiormente para
agir com coerência no meio externo.
Quando estão ativas, costumam se vangloriar e
supervalorizar-se perante os outros. Volta e meia fazem sua propaganda,
enaltecendo o seu desempenho. Julgam-se exímias, focalizando os méritos e suas
conquistas, usando-os como modelo de sucesso. Não raro, humilham os outros, inferiorizando-os
ao compará-los a si mesmas, enfatizando as situações em que foram bem sucedidas
naquilo que fizeram.
Esse mecanismo refere-se a um comportamento de auto
afirmação. A pessoa enaltece o seu desempenho, sem ser tão prática tampouco
eficiente, quanto se julga. O seu grau de satisfação é baixo,
pois nem sempre realiza os seus projetos de vida. As expectativas acerca de si
mesma e em relação aos outros ou mesmo sobres os resultados, são muitas.
Obviamente, os resultados não são condizentes com o que foi almejado.
De si mesmas, cobram a perfeição, dos outros, que
eles sejam exímios no que lhes foi delegado; no tocante aos resultados, esperam
o melhor. Como a realidade dos fatos não corresponde aos seus anseios, se frustram.
E, por não saber lidar com as decepções, deprimem-se com frequência.
As pessoas que sofrem de TBH, são intensas no que
fazem. Principalmente quando a situação é prazerosa, elas têm dificuldade de se
controlar, facilmente cometendo exageros. Não sabem lidar com limites; todas as
vezes que são barradas, vivenciam elevados níveis de frustração.
Como não tem fibra para lidar com elas, desesperam-se
e vão para o outro extremo, deprimindo-se.
Nos momentos de euforia, cobram muito das pessoas
que as cercam, exigem dos outros o que elas próprias não são capazes de fazer.
As pessoas com TBH, não zelam pelo seu bem-estar
interior, geralmente desprezam suas emoções. Focalizam exageradamente as
situações externas, dando mais valor aos outros do que a si mesmas e se
comportando de maneira hostil nos momentos de pico da agressividade. A ofensa é
um mecanismo ambivalente de atacar aqueles que são significativos na sua vida.
O auto abandono, além da agressividade, pode provocar a depressão, que é um
reflexo da anulação de si, perante os outros.
Para reverter esses processos de alteração súbita
de comportamento, com pico de agressividade ou de depressão, é necessário não
se incomodar tanto com as opiniões alheias, dedicar-se mais na realização dos
seus objetivos, ser eficiente, determinado e não viver em função da aprovação
dos outros. Deve-se organizar os pensamentos, pois a dificuldade em manter uma
linha de raciocínio é pior do que a oscilação de humor.
Procure se fortalecer emocionalmente. Desenvolva um
suporte psicológico para enfrentar as frustrações. Deixe de ser tão melindroso.
Aceite as pessoas do jeito que são e a realidade da
forma que se apresenta.
Reduza as expectativas. Compreenda que tudo
acontece no seu devido tempo e em proporções suficientes para a ocasião.
Não adianta esperar muito de um momento apenas, nem
querer que aconteça logo o que se anseia. Ao preservar essas atitudes torna-se,
possivel fortalecer as emoções e conquistar a estabilidade do humor.
As pessoas que apresentam o transtorno bipolar de
humor, devem ter consciência do significado de suas reações, compreender, por
exemplo, o que as levam a se comportarem de um jeito desagradavel, para poderem
ser reformular interiormente, transformando os seus pontos fracos em fatores
emocionalmente bem elaborados. A estabilidade emocional adquirida por meio do autoconhecimento,
possibilita o auto controle, evitando a frequente oscilação de humor.
Texto extraído do livro: Metafísica da Saúde
Se pararmos para refletir, todos carregamos uma porcentagem desses traços de personalidade, nos achamos muito equilibrados e bem resolvidos. No entanto, aprendemos a ser um tanto agressivos, controladores, déspotas, orgulhosos... Bem... Talvez, tenhamos um pouco dessa bipolaridade em nosso comportamento e não estamos atentos... Então, prestemos mais atenção...
Luz para todos nós