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Insonia, metafisicamente

Posted by Magali Marcadores:

No âmbito metafísico, os diversos tipos de insônia, inclusive aquelas crises momentâneas, refletem o estado interior de dificuldade de desprendimento das situações do cotidiano. A pessoa não confia suficientemente nela própria para desprender-se dos episódios desagradáveis ou das situações difíceis do dia-a-dia. Tampouco consegue vencer suas expectativas em relação ao futuro.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a dificuldade que a pessoa tem de enfrentar os problemas na hora em que eles estão acontecendo, ou seja, durante o dia. Essa atitude pode ser considerada um mecanismo de fuga da realidade. Ela gera um excesso de preocupação no momento de repouso, atrapalhando o sono.

O fato de estarmos fora do cenário e no aconchego da cama são condições favoráveis para relembrar o ocorrido e também pensar a respeito da situação.

Essa mesma atitude poderia ter uma conotação positiva de reflexões e conscientização dos processos existenciais, não fosse algo que tirasse o sono. Nesse caso, a pessoa preocupa-se demasiadamente com o ocorrido por sentir-se incapaz de agir diretamente na situação. Assim, só se envolve com as ocorrências desagradáveis quando está longe dos fatos, refugiada na segurança do lar e no amparo da sua cama.

Dessa forma, uma condição que poderia representar um importante momento de reflexão, revela-se como dificuldade de enfrentamento; consequentemente fuga da realidade.

A falta de habilidade e de firmeza interior para lidar com os problemas pode levar à negação do que a desagrada. A pessoa perde a auto-referência diante dos momentos difíceis. Ela não sabe o que cabe a ela própria e o que diz respeito aos outros.

Em alguns momentos, assume tudo para si, como se tivesse de dar conta de todas as adversidades; com isso fica atemorizada e recorre à negação e ao esquecimento. Só consegue lidar com o ocorrido mentalmente, nas horas em que deveria estar dormindo. Quando tem de agir, esquiva-se, negando enfrentar o problema.

Outras vezes, recusa-se terminantemente a assumir qualquer responsabilidade sobre os fatos. Algumas pessoas se põem completamente à parte dos acontecimentos. Desqualificam-se para intervirem nos momentos difíceis, mas, ao mesmo tempo, não conseguem se desprender das preocupações geradas pelo ocorrido.

Esses tipos de atitudes demonstram negação e fuga e dificultam a coordenação dos acontecimentos ruins, que levariam ao desencadeamento das soluções. Pode-se dizer que quanto mais distante a pessoa se põe dos fatos, menor a chance de solucionar seus problemas.


Então... Desprender, liberar, entregar, moderar, conscientizar... ar...ar...ar... Amar... Quantos exercícios podemos fazer!!! Fazer para mim, para o outro, para o planeta, para o Sistema, para o Cosmo... Pois é... Toda mudança começa por mim e estende-se para o macro... Tente... Não diga que não consegue ou não é capaz antes de tentar... Permita que sua cabeça descanse no colo da Vida...

Força, luz e paz na caminhada

Hérnia de disco ou bico de papagaio

Posted by Magali Marcadores:

De acordo com a visão metafísica, as pessoas com hérnia de disco possuem conflitos em relação à prática do que faz bem e é prazeroso. Tem dificuldades para realizar prontamente o que gostam.
Dedicam-se pouco ao lazer, priorizam os afazeres, protelando a prática do seu hobby. Quando tiram um tempo para se divertirem, não raro, sentem um misto de satisfação e certo arrependimento ou culpa por ter deixado de lado as obrigações.
Sejam os compromissos com o trabalho ou a participação nas situações familiares, a pessoa vive em função desses afazeres. Ela não se dá o direito de ser feliz, praticando o que faz bem a si mesma.
Apesar de mobilizar os esforços na conquista de condições materiais ou financeiras, que permitem usufruir os privilégios, as pessoas não se sentem merecedoras de tê-los. Essa condição evidencia-se quando elas estão aguardando algum benefício extra no trabalho, por exemplo, e este não sai; a frustração reforça a crença de não merecer as regalias que obteriam com essa conquista. Eventos dessa natureza podem desencadear em quem sofre de hérnia de disco, o aumento das dores nas costas.
O próprio empenho demasiado aos afazeres pode representar uma espécie de autopunição ou um mecanismo de fuga das frustrações. Uma vez que não consegue saciar seus desejos, a pessoa revolta-se pelos fracassos e se pune com práticas excessivas de trabalho árduo. Põe-se a cumprir as obrigações com certo sarcasmo. Parece gostar de sofrer, mas na verdade está se auto-agredindo por não ter conseguido fazer o que aprecia; o fracasso se deve à crença do não merecimento.
A autopunição é a inversão da força agressiva. Em vez de a pessoa extravasar sua voracidade, por não ter conseguido saciar suas vontades, ela retém sua indignação, dando início a um processo de autodestruição. Encara as incumbências como uma saga, a qual cumpre de maneira nada satisfatória e com pesar e resignação. Quem atua dessa forma perde a oportunidade de angariar conteúdos internos, tais como habilidade e competências, gabaritando a pessoa para executar suas tarefas. Esse estado também promove satisfações positivas, sanando momentaneamente a falta de prazer.
Encarar as dificuldades como uma importante fonte de bem viver possibilita a realização pessoal e a saúde emocional. A própria frustração pela falta de dedicação ao lazer é minimizada quando a pessoa trabalha com satisfação.
Nem sempre é possível conciliar o trabalho com o lazer, melhor dizendo, ganhar dinheiro praticando o hobby, porém depende de nós encontrarmos uma forma de satisfação no que realizamos. Isso, além de tornar mais agradável o desempenho, reduz o desgaste físico e emocional.

Bem... Mudanças de atitudes são essencialmente necessárias para uma vida física, ambiental e espiritual mais saudável... Auto observação sem críticas, pensamentos desatualizados conscientemente absorvidos pela luz do espírito, comportamentos que se transfornam sob a luz do conhecimento... Este é um dos caminhos... Escolha o seu...

Força, luz e paz na caminhada

Humildade, mais algumas outras atitudes

Posted by Magali Marcadores:


“Cumprir a Vontade Espiritual, Vontade que é uma energia suprafísica, significa principalmente não nutrir pontos de vista pessoais. Dificilmente um ser é capaz de reconhecer a tarefa que lhe cabe se tem preferências por algum tipo de atividade ou serviço. O que importa não é fazer o que se considera adequado e sublime segundo os próprios critérios e conceitos sobre espiritualidade, mas estar aberto a assumir o que lhe for indicado e não se julgar ou se comparar com os demais.
Que a humildade seja vista pelo homem como uma grande riqueza, pois ele não realizará sua obra enquanto não a conhecer e enquanto se deixar iludir por aparências. Nenhum caminho é melhor do que outro e, sabendo qual lhe é dado trilhar, a ele deve dirigir-se sem vacilações.
Quando se quer realmente avançar, algumas atitudes podem tornar mais breve o percurso: 
  • Transferir o próprio ponto de referência do bem material para o Bem espiritual – com isso se supre a necessidade verdadeira e não a que se supõe prioritária;
  • Libertar-se de apegos e envolvimentos com pessoas e objetos tanto quanto possível - assim se preserva de desviar a pura energia, que a ninguém pertence e que para o todo deve ser canalizada;
  • Considerar sempre em primeiro lugar os demais e esquecer-se de si mesmo – desse modo assume-se o estado de liberdade para o qual, como homem, foi criado.
Ao desenvolvermos tais atitudes a consciência começa a expandir-se e o simples desejo de satisfazer o ego transforma-se em possibilidades de superar-se, de voltar-se para o todo.
Sabendo que uma ação inadequada conscientemente feita reduz o potencial energético para avançar, o indivíduo é levado a rever as próprias atitudes diante das situações diárias, e a tomar aquelas que o libertem do ego.
Liberdade! Tão falada e pouco compreendida... É como um pássaro solitário, de canto extremamente belo, mas raramente ouvido. Estado interior que vive em meio às sombras do mundo material. No entanto, quando o homem se aprofunda no que é desconhecido e sutil, poderá conhecer esse estado de liberdade independentemente das situações que vivencia no cotidiano”.

Trecho extraído do livro “Encontros com a Paz”.


Este texto não é uma ferramenta para dizer que somos certos ou errados, anjos ou demônios, pessoas do bem ou do mal, americanos ou brasileiros... E sim um momento para refletirmos... Se estamos predispostos a mudar o rumo dos nossos comportamentos, da nossa maneira de pensar, da nossa rígida maneira de encarar o “ser espiritual”... Há dicas riquíssimas para quem sente que viver apenas na materialidade trouxe consigo a separação do Essencial com o hipotético necessário... Bem-vindos os que se preparam para as transformações...

Força, luz e paz na caminhada

Transpessoalidade e Espiritualidade

Posted by Magali Marcadores:


O texto abaixo foi escrito por Flavio Dangieri Filho e discorre sobre temas que sofrem preconceitos e uma avalanche de críticas... E adequado seria dizer vindas de pessoas que nem mesmo pesquisam sobre o assunto... Preferem entregar o poder de suas escolhas e de sua vida nas mãos de quem nem mesmo conhece a si... Assim sendo, este é mais um que rompe barreiras para, dentro do que lhe é possível, ser uma luz no fim do túnel da ignorância humana e da letargia mental... Então... Vamos à reflexão...

“Um palmo além do nariz. Quem enxerga mais que isso? Obviamente que muitos. O conhecimento trouxe um alongamento da visão científica e metafísica. É inegável que a conquista do Universo abriu fronteiras, delineou horizontes. Mas o ser humano conhece a si próprio? O que é pessoal? O que é interpessoal? E o que é transpessoal?
No mesmo sentido, o que é materialidade e o que é espiritualidade? A personificação da premissa básica: eu penso logo existo! Mas existir seria só pensar, ou a existência é interpessoal, transpessoal e espiritual?
A personificação não viria das assertivas: eu sinto, logo existo; eu tenho energia, logo vivo; eu recebo energia, logo estou conectado com o universo material e espiritual?
A transpessoalidade não será o estágio de consciência que une todas essas faculdades que o ser dispõe: pensar, sentir, captar e passar energia, compor o Universo cósmico, sem fronteiras, do finito ao infinito, da maior à menor partícula, do visível para o invisível, do compreensível ao novo compreensível, do singular para o plural, do um para o todo, tudo integrado e cada qual na frequência e vibração que mantém a vida material e espiritual, planetária ou cósmica ou galática ou desconhecida, mas latente? 
A espiritualidade gravita na mesma evolução de consciência com o toque do Divino, do místico, do mágico, da exteriorização da essência do ser. A busca de entender o que não parece acessível. É o não lutar contra si próprio, mas ascender a um estado de frequência e de energia vibracional que se lhe envolve num constante e inominado estado de alma.
Todo caminho para a transpessoalidade passa pelo sentir, pelo pensar e igualmente pelo toque espiritual, abrangente, holístico, cósmico, harmônico e infinito.
Uma massa crítica cada vez maior vem acessando a transpessoalidade e a espiritualidade graças às comunicações cada vez mais liberadas, globais e integradas, que derrubam a cada dia, ortodoxas e sectárias teorias criadas e interpretadas por fontes que as usavam de acordo com seus exclusivos interesses, pois dominavam o espaço público. Com o acesso e contato natural com tudo e com todos, com sua livre escolha, o ser atinge sem peias ou cabrestos culturais, a sua própria espiritualidade e transpessoalidade, sem medo, sem regras, pela pura consciência, na medida em que cada vez mais se inviabiliza a interpessoalidade física, territorial, dada ao colapso do espaço vital, nascedouro de todos os conflitos e divergências.
O virtual já substituiu o pessoal; o transpessoal e espiritual substituirão o interpessoal e o material, numa nova ordem que já se faz sentir e que é o sinal dos novos tempos, a luz no fim do túnel, a única via.”

Os momentos atuais são únicos... Trazem grandes mudanças... Que ultrapassam o corporal, material, virtual... Vão além das fronteiras, das bandeiras, das barreiras... Das concessões, proibições... Saem do país em direção ao planeta, do eu rumo ao nós... Da materialidade à espiritualidade...

Força, luz e paz na caminhada

Manipulador: Você é um?

Posted by Magali Marcadores:


“Ninguém pode amar uma máscara por muito tempo”
 
Dentro do, ainda, tema CAPACHO há informações essenciais que nos mostra o quanto não temos conhecimento sobre as relações que mantemos ao longo da vida e sobre o quanto são doentias... A Fonte Criadora e Superior não tem a visão dramática e superficial da Vida, assim como aprendemos a desenvolver através das instituições sociais, ou seja, uma visão limitada, pobre de conhecimento e condicionada... As matérias anteriores, bem como esta, trazem norteamento para quem está disposto e preparado para transformações mais profundas... E se, ainda, considera que sua vida, boa ou má, está nas mãos dos outros, prepare-se para os recados que ela lhe dará...

O pânico de perder o outro pode gerar comportamentos ardis e sórdidos para aprisioná-lo.
A manipulação constitui-se então no ingrediente chave para iniciar ou manter esses relacionamentos dependentes. Seguem algumas formas mais frequentes destes enredos emocionais para nos auxiliar a checar como estão as relações mantidas até o momento:
  •   Usar as roupas do outro, copiando o seu estilo;
  •   Utilizar poesia, música ou outros romantismos para provocar reação emocional;
  •   Ficar olhando de maneira significativa e sedutora, ou recusar-se a manter contato visual para castigar;
  • Elogiar, especialmente, dizendo: “Você é a única pessoa que me entende”, ou, “Eu não sei o que faria sem você”;
  • Paquerar ou implicar, empregando apelidos especiais, falando em uma linguagem codificada que apenas vocês dois entendem;
  • Oferecer demasiado afeto físico: abraçar, tocar, esfregar as costas ou o pescoço, fazer cócegas, socar e lutar; 
  • Combinar finanças e propriedades pessoais, morar junto;
  •   Enviar cartas e presentes regularmente a uma pessoa sem motivo especial;
  •  Fazer o outro sentir-se culpado por causa de expectativas frustradas: “Se você realmente me amasse você...”, “Eu ia vê-lo ontem à noite, mas fiquei sabendo que provavelmente estaria ocupado demais para se importar comigo”; 
  • Manter a outra pessoa ocupada o tempo todo de modo que não possa ter atividades independentes, separadas;
  •  Falta de Honestidade, reprimir sentimentos negativos ou opiniões diferentes;
  • Necessitar de ajuda: criar ou exagerar problemas para conseguir atenção e simpatia;
  • Ameaças: as ameaças de suicídio podem ser ferramentas de manipulação (ameaças de suicídio devem ser tratadas de modo mais sério);
  • Semblantes de tristeza ou silêncio frio injustificado: Quando questionados sobre o que está provocando tal tristeza ou silêncio, o co-dependente pode responder suspirando: “Nada”.

Lembre-se que cada um apresenta certo grau de evolução e amadurecimento. Portanto, reflita sobre seus comportamentos e o que está por trás de cada um deles. Dar presentes fora de datas ou compartilhar um espaço com alguém se torna saudável quando não estamos barganhando atenção, amor ou uma companhia para nos sustentar em todos os sentidos: física, emocional, mental e, até mesmo, espiritual...


Força, Luz e Paz na caminhada

De que é feito um capacho - Parte II

Posted by Magali Marcadores:


De que é feito um capacho – Parte II

No artigo anterior, estudamos como funciona o mecanismo da co-dependência e no final, do mesmo, mencionamos que a marca registrada dessa síndrome é a NEGAÇÃO da existência, em nós, de comportamentos e pensamentos que alimentamos, tornando-nos indivíduos co-dependentes. Bem... Vamos estudar, um pouco, sobre a NEGAÇÃO...

A NEGAÇÃO nos conduz à ilusão de que a pessoa está realmente sob controle. Se você se der conta de que está dizendo coisas como “eu não sou nada disso”, “não tenho nada a ver com isso” ou “não estou envolvido (a) com ninguém viciado em drogas, trabalho, poder ou de comportamento destrutivo”, então é bom dar uma parada para olhar mais profundamente e refletir. Pode ser que a velha protetora, ou seja, a negação, não esteja querendo admitir a dolorosa realidade.
Negação é a nossa parte que não quer se arriscar, que fica em cima do muro, que quer viver com a ilusão de que tudo corre às mil maravilhas. Negação é, também, ser desonesto consigo mesmo, ou ter a mentalidade da “Bela Adormecida”, isto é; tudo é um mar de rosas, um castelo encantando onde príncipes e princesas vivem felizes para sempre.
É, apenas, mais uma forma de encobrir um tipo de comportamento anômalo. Quer dizer, se você não vê, então não há por que se importar. Nesse sentido, a negação funciona como proteção. É como um amigo. Que, na realidade, demonstra ser um falso amigo.
Os capachos manifestam vários tipos de negação. Em certo grau de percepção, o capacho tem conhecimento do problema, mas inconscientemente desliza para determinado nível de recusa, de negação, como uma estratégia para enfrentar a dor que envolve a situação.
Primeiro, há uma negação do fato. A verdadeira realidade é deturpada, no que se refere ao que está acontecendo e à existência do problema.
O segundo tipo de negação se relaciona com a consequência do comportamento co-dependente. Os fatos são registrados, mas há uma atitude do tipo: “E daí? Qual o problema? As coisas são assim mesmo”.
Outro tipo é a negação de sentimentos pessoais; as emoções são anuladas para que se possa enfrentar a situação. Existe o conhecimento dos fatos e a compreensão de suas conseqüências, mas a pessoa se recusa a reconhecer tal coisa e adota uma atitude de extremo otimismo.
Negação é também recusar-se a admitir a necessidade de mudanças na vida. Nesse sentido, o pensamento poderia ser: “Certo, é verdade, e está ficando cada vez pior. Não está me fazendo bem, mas não há nada que eu possa fazer”.
Com esse tipo de atitude não se pode obter ajuda ou tratamento.
O último tipo de negação é negar que caímos em negação.


Bem... Agora temos algumas informações que podem nos auxiliar na compreensão de como mantemos nossas relações de co-dependência junto às pessoas... Releia essas informações todas as vezes que entender ser necessário... Isso fortalecerá sua consciência e lucidez... No próximo estudo vamos ver um exercício que permita maior clareza.

Força, luz e paz na caminhada

Como surge a Síndrome do Capacho

Posted by Magali Marcadores:



De que é feito um Capacho?

Você já ouviu, em algum momento, a frase: Fulano é um capacho de Cicrano? Pois é... Vamos apresentar, nesta matéria, algumas características desta personalidade. E como, sempre, vale à pena lembrar... “Não basta ter conhecimento de alguma coisa... Experiência é a palavra... Seres humanos precisam sentir alguma coisa e vivenciá-la em nível mais profundo”... Caso contrário a energia vital é perdida ao longo do tempo. Então... Vamos ao estudo.
A co-dependência é um vício que advém de relações amorosas disfuncionais. É consequência de um aprendizado cultural e social de que para nos sentirmos inteiros, precisamos estabelecer laços de ligação e complementação, valendo-nos grandemente de outra pessoa.

Este comportamento tornou-se um vício que enfraquece o poder individual, uma busca de merecimento e confiança no exterior, que, dessa forma, demonstra precisar de fontes externas para sua própria afirmação.
Assim sendo, quando entendemos esse conflito emocional, plenamente, nossas partes improdutivas poderão ser localizadas e transformadas. Este processo tem seu início quando a busca pela Força Superior e Interior mais a necessidade de estarmos associados em profundo nível espiritual se torna mais intenso e constante.
O comportamento co-dependente ou vicioso se origina na pobreza espiritual que resulta na busca de satisfação em fontes externas, gerando, dessa forma, empecilhos que nos impedem de encontrar, dentro de nós mesmos, vigor e ânimo necessário. Esse rompimento, com a Fonte Interior, se dá por alguma coisa que julgamos, sem discernimento, ser superior e que pudesse trazer alívio para a dor e o estresse desenvolvido ao longo da vida.
Um indivíduo co-dependente faz da sua vida uma busca, infindável, pela associação e identificação com pessoas que pensa, ilusoriamente, serem mais elevadas que si mesmo, objetivando alcançar alguma coisa que nem mesmo tem consciência do que seja.
Co-dependência é uma forma comum de encobrir o lado obscuro que desenvolvemos, ou seja, esconder comportamentos, sentimentos e pensamentos que estão distantes do bonzinho e do santinho que imaginamos ser.
Uma das características do co-dependente é a preocupação em atender às necessidades das outras pessoas. O indivíduo dominado por essa preocupação sente-se responsável por elas, ainda que isto o conduza à renúncia de si mesmo. Um mecanismo fundamental na co-dependência é a necessidade de controlar o comportamento de outra pessoa para ajudá-la a restabelecer a ordem no caos em que se encontra. É exercer, para ela, o papel de guardião. O indivíduo com comportamento Capacho se preocupa tanto com os outros, com suas necessidades e comportamentos, que sua vida depende da tentativa de salvar os semelhantes.
Quem sofre da Síndrome do Capacho está envolvido em relacionamentos com pessoas de comportamento vicioso, pessoas que sofrem de dependência química ou são obcecados por trabalho, sexo ou poder.
Os Capachos se sentem profundamente inclinados a só extrair alegria, satisfação da ação de agradar alguém. Porém, ocultamente, os desvelos, as entregas, os agrados são tentativas de controlar o comportamento e as atitudes dos outros.
Embora esse comportamento de co-dependência é encontrado, em grande parte, nas mulheres, o que se deve aos valores culturais de subserviência, os homens, atualmente, reforçam essa fileira de seres humanos. A síndrome pode se manifestar nos cuidados com a família, com colegas do trabalho ou mesmo através de obras sociais.
Mesmo os indivíduos independentes e altivos, com bom desempenho em diversos setores de suas vidas, podem apresentar um comportamento co-dependente em suas primeiras ligações amorosas. Esses indivíduos anulam-se de tal forma que quanto mais o fazem mais o relacionamento que estabeleceram é posto em risco, pois o parceiro ou se decompõe fisicamente ou se afasta por não suportar a intromissão exagerada.
Assim raciocina o co-dependente: “Quanto mais eu me preocupar com os outros, quanto mais tiver pena de mim mesmo, quanto mais me mostrar retraído ou zangado, maiores serão as possibilidades de ser amado”.

Antes, uma palavrinha sobre NEGAÇÃO, marca registrada da síndrome da co-dependência. Negação é o principal mecanismo de defesa da personalidade viciosa, já que ela cria o entorpecimento emocional que ajuda na proteção do ego.

Bem... Aqui, já temos algumas informações... Na próxima matéria vamos nos estender um pouco mais sobre essa tal NEGAÇÃO... Então... Mãos a obra...

 
Força, Luz e Paz na caminhada