Para que uma pessoa viva bem e tenha uma boa saúde cardíaca é necessário que ela mova seus recursos internos para ser bem-sucedida no meio externo. Dê o melhor de si, procurando moldar a realidade de acordo com seus reais sentimentos. Essa manifestação ordenada preserva o sentido da vida, mantendo a pessoa motivada para realizar suas atividades de forma natural e espontânea. Conseqüentemente, a saúde é preservada. Já aqueles que mergulham de cabeça nas obrigações tornam-se displicentes para com as atividades que sempre apreciaram; deixam de curtir os amigos e os entes queridos, podendo contrair problemas cardíacos. Ao traçar seus objetivos, as pessoas aspiram pela conquista de uma vida melhor e com mais privilégios. No entanto, levam a termo aquilo que programaram para si, tornando-se escravos dos planos de conquista. Projetam para o futuro a expectativa de uma vida melhor, deixando de viver o presente. Com isso, elas perdem a qualidade de vida, submetendo-se a um frenesi histérico que massacra o seu humor. A dedicação maciça ao cumprimento das obrigações leva a pessoa a alterar seus valores básicos. Desse modo, aquilo que foi escolhido para o seu bem-estar torna-se a razão da sua infelicidade. Pois, quando não consegue alcançar o que almeja, sente-se fracassada e derrotada. A compulsão ao trabalho e o desejo de conquista impedem que e as pessoas olhem para dentro de si e reconheçam seus potenciais, preservando suas necessidades pessoais e afetivas. Um outro fator que também se torna altamente desgastante é a conduta de muitas pessoas frente a convivência afetiva ou social. Sua dedicação exclusiva aos outros ou às regras sociais fazem com que se anulem perante aqueles que convivem ao seu lado. Qualquer episódio desagradável que acontece ao redor é motivo de grande preocupação. Todas as suas atenções são dirigidas ao externo, num completo abandono de si mesmos. Por levarem uma vida totalmente contrária às vontades próprias, em função dos outros ou do trabalho, seu prazer pessoal é sufocado. Os valores adotados tomam-se seu principal objetivo de vida. Uma pessoa que vive em função do meio ou dos outros, ao ver planos interrompidos, abala-se, profundamente, sentindo-se angustiada e melancólica. Essa condição interna, metafisicamente, é propícia a desencadear os problemas cardíacos. Para reverter o quadro físico desses problemas é preciso fazer uma reformulação interior; resgatar os valores internos e mudar a conduta, passar a viver com mais qualidade, e não atolado nas obrigações que consomem seu vigor, dar o melhor de si, sem deixar que as atribulações se sobreponham ao seu bom humor, viver avida, mas não em função dos elementos da matéria; curtir tudo o que você tem e se dedicar ao que almeja conquistar, sem anular-se nem tão pouco sufocar sua essência.
As coisas da matéria servem para facilitar a vida, não podem se tornar à razão da nossa existência. As pessoas que compartilham da nossa vida têm grande valor afetivo, mas não podemos nos comportar diante delas de forma a ofuscar a percepção de nós mesmos. Precisamos resgatar aquilo que nos é próprio e verdadeiro. Não devemos permitir que as situações externas sufoquem o que é essencial em nós. Somos a fonte da vida e a razão do bem viver.
No
âmbito metafísico, a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com
determinadas situações que assumem um caráter perturbador.
A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que, muitas vezes, fogem
ao seu controle, mas nem por isso consegue se desligar.
Ao contrário, a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade
emocional, levando ao desespero. Não consegue chegar a um denominador comum.
Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam
impregnadas em sua mente, gerando desconforto, indignação e inconformismo. Rumina
mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante, causando
uma espécie de congestão psíquica, que pode desencadear uma crise de dor de
cabeça. Portanto, pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem
dos episódios ruins. Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaléia
é a de serem dramáticas. O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e
reforça a confusão interior, enfraquecendo o potencial realizador. As pessoas
que sofrem de cefaléia, geralmente comportam-se de maneira possessiva. Elas não
sabem viver sem nenhum poder sobre as situações. É muito difícil para elas
deixarem que os fatos simplesmente aconteçam, sem interferir nas ocorrências. Não
permitem que nada escape ao seu controle, envolvem-se excessivamente com as
questões exteriores, sobrecarregando-se de tarefas ou ficam com preocupações
excessivas. Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole
conforme previsto. Buscam colaborar de alguma forma, tentam agradar os outros
para se sentirem úteis, consequentemente, seguras. Estão frequentemente
planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos. Incluem as
pessoas nos seus planos, sem prévia consulta.
Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação, decepcionam-se.
Elas não conseguem compreender que suas estratégias têm uma finalidade própria
e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios.
Nas pessoas que sofrem de enxaquecas, quando vão participar de algo, gastam
muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações.
Não é praxe agirem no improviso. Gostam de ter tudo planejado e devidamente
organizado para que nada dê errado. Exageram na organização por não se sentirem
à vontade e em condições de lidarem com o inesperado.
As situações inusitadas são abominadas e causam certo pavor, provocando tensão
e desconforto. São pessoas persistentes, que não se convencem facilmente.
Gostam de entender a fundo uma situação. Não se contentam com pouca explicação,
querem atingir o cerne da questão. Pode-se dizer que não conseguem viver sem
certa dose de preocupação. Quando nada acontece, procuram uma situação para se
envolverem. Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução
futura. Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior, pois ficam
imaginando tudo o que pode ou não acontecer. Não sabem viver diante de
incerteza, pois elas instigam a sua imaginação, que geralmente permeia na
negatividade, causando-lhes grande turbulência psíquica.
O 1º passo
para derrotar a sombra é abandonar todas as expectativas de derrotá-la. O lado
obscuro da natureza humana manifesta-se na guerra, na dificuldade e no
conflito. Assim que falar em "vencer", já perdeu. Você foi arrastado
para a dualidade do bem e do mal. Quando isso acontece, nada pode acabar com a
dualidade. De uma vez por todas, o bem não tem poder para derrotar seu
oponente. Sei que isso é difícil de aceitar. Na vida de todos nós há ações
passadas das quais nos envergonhamos e impulsos presentes contra os quais
lutamos. Ao redor existem atos indescritíveis de violência. As guerras e os
crimes devastam sociedades inteiras. As pessoas rezam desesperadamente a um poder
superior que possa restaurar a luz onde a escuridão prevalece.
Há muito
tempo, os realistas desistiram de ver o lado bom da natureza humana superando o
lado mal. A vida de Sigmund Freud, um dos
pensadores mais realistas a confrontarem a psique, chegou ao fim enquanto a
violência do nazismo devorava a Europa. Ele havia concluído que a civilização
existe a um custo trágico. Precisamos reprimir nossos instintos selvagens e
atávicos, de modo a mantê-los em xeque; porém, apesar de nossos melhores
esforços, haverá muitas derrotas. O mundo irrompe na violência em massa; os
indivíduos irrompemem violência pessoal. Essa análise implica uma forma terrível de resignação. Meu "eu
bom" não tem nenhuma chance de viver uma vida pacífica, afetuosa e organizada, a menos que
meu "eu mau" seja preso na escuridão, enjaulado em confinamento
solitário.
Os realistas admitirão que a
repressão, em si, é maligna. Se você tentar sufocar seus sentimentos de raiva,
medo, insegurança, inveja e sexualidade, a sombra ganha mais energia para seu
próprio uso. E esse uso é implacável. Quando o lado sombrio se volta contra
você, começa o massacre.
Podemos exemplificar esse mecanismo
citando indivíduos alcoólatras, que depois de períodos de sobriedade, muitas
vezes, tem recaídas e abandonam o trabalho e seus familiares, o que os deixam
exaustos e envergonhados quando as crises passam.
Estes desaparecem por semanas e,
ao voltarem, todo seu remorso é recebido por ouvidos surdos. A esposa quer se
separar. No entanto, ele reage com violência, agredindo-a, comportamento este que a mulher
menciona nunca ter acontecido antes. Tal acontecimento pode, além de toda frustração
e lágrimas, gerar temor por sua segurança.
Os dependentes que recaem transformam-se em uma exibição padrão do panorama
psicológico em que se encontra, atualmente, o ser humano, bem como a sociedade
em geral. São um exemplo extremo de uma situação comum: um self dividido. E o que isto quer dizer?
Que o ser humano se desligou da essência espiritual e integral e dividiu-se em
estruturas psicológicas e subpersonalidades que deixaram como herança
comportamentos e pensamentos que ignoraram nossa origem divina. Para os dependentes ou para qualquer
indivíduo, a separação entre o "eu bom" e o "eu mau" não
pode ser resolvida. Para pessoas que exercitam, mais constantemente,
desenvolver um estado de consciência mais lúcido, normalmente, a tática para
lidar com o lado sombrio é, relativamente, mais fácil. Não é difícil negar
seus atos ruins, esquecer seus impulsos perniciosos, se desculpar por ficar
zangado e demonstrar arrependimento pelas ações más. No entanto, para os dependentes
essas práticas não se tornam regras fáceis, pois somadas às repressões habituais
seus impulsos sombrios mostram-se quase incontroláveis.
Os demônios
internos minam e estragam o prazer pela vida que conduz a um eterno crescimento
e amadurecimento espiritual. Debocham da felicidade e, repetidamente, lembram os
dependentes de sua fraqueza e maldade.
Digamos que
essa descrição esteja quase correta. Há, no entanto, alguns ingredientes
importantes. O hábito tem um papel significativo na dependência. Assim como as
mudanças físicas que ocorrem no cérebro — as pessoas que abusam de substâncias
psicoativas têm seus receptores cerebrais atingidos por químicas estranhas que
acabam destruindo as reações normais do prazer e da dor. No entanto, esses
aspectos físicos da dependência têm sido exagerados de modo grosseiro. Se a
dependência fosse, fundamentalmente, física milhões de pessoas não estariam
fazendo uso casual de álcool e drogas. No entanto, fazem com um dano
relativamente pequeno em longo prazo e com mínimas chances de dependência. Sem
ingressar na controvérsia inflamada da dependência e suas causas, pode-se ver
que isso não é um problema isolado, e sim mais uma expressão da sombra.
Por essa
razão, para tratar dependências, precisamos abordar a sombra e desarmá-la,
além de nos conscientizarmos que poderão ser desenvolvidas outras expressões da
sombra, como o temperamento violento, o preconceito racial, o chauvinismo
sexual e muito mais. A primeira vista, esses fatores podem não parecer
relacionados. Um chefe que pratica assédio sexual não demonstra o mesmo comportamento
descontrolado de alguém que surra um homossexual, cometendo um crime hediondo.
No entanto, a sombra fornece uma ligação. Sempre que qualquer aspecto da natureza interior for
separado, rotulado como mau, ilícito, vergonhoso, culposo ou errado, a sombra
ganha poder. Não importa se o lado sombrio da natureza humana se expressa de
forma violenta ou branda e, socialmente, tolerada. O fator essencial é que uma
parte da natureza interior foi
separada.
Depois de
separado, o fragmento "ruim" perde contato com a essência do eu
interior a parte que consideramos
"boa" por conta de sua aparente ausência de violência,
raiva e medo. A isso denominamos uma pessoa
adulta que se adaptou tão bem ao mundo e às outras pessoas, destruindo sua
ligação mais íntima com a consciência espiritual e divina. É fato que um indivíduo
alcoólatra tem um eu bom
e, portanto, poderia ter uma personalidade muito
mais agradável e aceitável. No entanto, o esforço em reprimir o lado obscuro
com a finalidade de construir uma personalidade resplandecente de bondade e luz
é, em sua prática, um equívoco social. Ressalte-se,
aqui, a surpresa de vizinhos que dizem às equipes de TV, depois de um grande
tiroteio, ou outro crime hediondo, que o agressor "parecia um homem tão
bom".
Certos
tratamentos funcionam por um tempo. Conter nossas emoções e caprichos, bem como
nosso desejo por comida ou bebida e, até mesmo, por sexo não nos faz elementos
mais felizes e saudáveis. Manter constantemente a guarda, com receio de ter uma
nova recaída, é atrair tal situação, pois o lado sombra, como mais intenso e
negativo, só precisava esperar para se manifestar.
O fenômeno de
chegar ao fundo do poço é bem conhecido nos círculos da dependência. Embora possa
representar um risco terrível, pois, quando a sombra arquiteta seu blefe, ela
recorre ao extremo da autodestruição, talvez seja o único caminho a percorrer. Não
há limite prático na extensão de sofrimento que é criado quando nos
encontramos em meio a essa Névoa de
Ilusão, pois dentro dela não existe nada além de fissura e o terror de não
conseguir satisfazê-la.
Quando a
perigosa jornada de chegar ao fundo do poço funciona, essa névoa se dissipa. Começamos
a ter pensamentos verdadeiramente realistas. "Sou mais que minha
dependência. Não quero perder tudo. O medo pode ser superado. Já é hora que
isso acabe."
Nesses
momentos, a natureza interior se
coloca em movimento dissipando os bloqueios que impedem o crescimento e a
evolução do ser. Sem antolhos.
Você só tem um eu. É o seu eu real. Ele está além do bem e do mal.
A sombra perde o poder quando a
consciência pára de se dividir. Quando você já não está mais dividido, não há
nada para ver além de si mesmoem todas as direções. Não há compartimentos ocultos,
calabouços, celas de tortura ou rochas limosas onde se esconder. A consciência
superior vê a si mesma. Essa é sua função mais básica, e, ao descobri-la,
veremos que dessa simples função pode nascer um novo ser, talvez, um novo mundo.
Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral? A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca. A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas. Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervicalrelaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo. A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são conseqüentes a conflitos que se relacionam a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal. A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose (acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos deretificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo. A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são. Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição. A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece, sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções. Aretificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias daregião lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.
A felicidade, caminho que, ainda, não conhecemos, é a ferramenta... Sendo assim, vamos tentar exercitá-la...
A
intenção é fornecer um entendimento compreensivo e multifocal de como a sombra
nasce dentro de nós, como ela funciona em nossa vida e, mais importante, o que
podemos fazer para descobrirmos as dádivas de nossa verdadeira natureza.
Assim
sendo há três pontos a serem observados:
Nossa natureza dualista;
Refletir mais profundamente sobre o surgimento da sombra, de seu papel na
vida diária e de como podemos recuperar o poder e a luminosidade de nossa
natureza autêntica;
Uma investigação da ligação entre a sombra e a alma.
Cada
um de nós chega a ele com anos de experiência e uma esperança profunda e
sincera de poder iluminar a sombra de uma vez por todas, pois, se não nos
opusermos à força da sombra e integrarmos sua sabedoria, ela tem o potencial
para continuar a lançar destruição em nossa vida e nosso mundo. Quando falhamos
em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos,
inevitavelmente sabotamo-nos quando estamos prestes a alguma realização pessoal
ou profissional. Então, a sombra ganha. Quando agimos motivados por uma raiva
desproporcional ao falar com os filhos, a sombra ganha. Quando traímos as
pessoas amadas, a sombra ganha. Quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira
natureza, a sombra ganha. Se não focamos a luz ao nosso eu mais alto, na
obscuridade de nossos impulsos humanos, a sombra ganha. Até que aceitemos tudo
o que somos, o efeito sombra terá poder para retardar nossa felicidade. Se
passar sem reconhecimento, a sombra nos impede de ser plenos, de alcançar
nossos melhores planos, e nos faz viver uma vida pela metade. Nunca houve uma
época melhor para se criar um novo vocabulário para iluminar a sombra e,
finalmente, entender o que tem sido tão difícil de ver e explicar.
O
trabalho com a sombra é mais que um processo psicológico ou uma brincadeira
intelectual.
É uma
solução determinada para problemas não resolvidos. É uma jornada transformadora
que vai além de qualquer teoria psicológica, porque considera o lado sombrio
uma questão humana, uma questão espiritual que todos nós precisamos resolver
se quisermos ter uma vida na qual nos expressemos por completo. Enfim
entenderemos por que não somos melhores nem piores que ninguém, não importam
cor, experiência, orientação sexual, aparência ou o passado. Não há ninguém no
mundo que não tenha um lado sombrio e, quando levada a sério e compreendida, a
sombra pode gerar uma nova realidade que irá alterar a forma como nos sentimos
em relação a nós mesmos, ao nosso exercício de pais, à maneira como tratamos
nosso parceiro, como interagimos com os membros de nossa comunidade e como nos
engajamos com outras nações.
Acredito
que a sombra seja um dos maiores presentes disponíveis para nós. Carl Jung a
chamava de sparring, ou "parceira de treino de boxe"; ela é a oponente dentro de nós
que expõe falhas e aguça habilidades. É a professora, o treinador, o guia que
nos apoia no descobrimento de nossa verdadeira magnificência. A sombra não é um
problema a ser resolvido ou um inimigo a ser vencido, mas um campo fértil a ser
cultivado. Quando mergulharmos as mãos em seu solo rico, descobriremos as
sementes potentes da pessoa que mais desejamos ser. Esperamos, sinceramente,
que você ingresse nessa jornada, pois sabemos o que nos espera lá dentro.
“A meningite é um processo inflamatório das meninges, caracterizado por cefaléia, febre, convulsão, meningismo (pescoço rígido e doloroso), etc.
De acordo com a visão metafísica devemos considerar que a vida nos reserva surpresas desagradáveis. Dentre elas, existem algumas que nos afetam profundamente, por estarem relacionadas ao que é de fundamental importância para o nosso ser.
Metafisicamente, a revolta da pessoa, por ter sido surpreendida por eventos extremamente dolorosos, figura entre a principal causa da manifestação da meningite. Esse quadro interior atrai o contato com os agentes desencadeadores da doença e, ao mesmo tempo, enfraquece o sistema imunológico, possibilitando o contágio e a manifestação da meningite.
A revolta dispersa a força agressiva, prejudicando a capacidade realizadora. Quando a pessoa fica revoltada, perde o senso dosador da sua expressão. Explode quando deveria ponderar ou poupar-se e fica inerte quando mais precisaria agir.
Ficar revoltado não ajuda em nada, ao contrário, só atrapalha. Por pior que sejam os fatos, a revolta não vai minimizar a gravidade dos acontecimentos, somente reduzirá a eficiência da reação, desperdiçando a capacidade realizadora do indivíduo.
Num primeiro momento é compreensivo que a pessoa fique indignada com certos acontecimentos. No entanto, sua indignação não pode se estender por longo período de tempo, pois isso gera turbulências interiores, passando a ser um estado perturbador para a própria pessoa e também para o ambiente ao seu redor.
Inicialmente, zangar-se com os fatos ruins é praticamente inevitável, visto que somos humanos e, como tais, repletos de fortes emoções. Por esse motivo, quando deparamos com as surpresas desagradáveis, imediatamente reagimos com indignação. A irritação faz parte da nossa força reativa. Ela é uma espécie de ignição da força agressiva, mobilizando a capacidade de responder veementemente à realidade, para minimizar os desconfortos.
O que não deve acontecer é tornar crônico esse estado de irritabilidade, ou seja, permanecer frustrado por não conseguir mudar imediatamente os fatos. Em se tratando de ocorrências altamente problemáticas da vida, a solução costuma ser demorada. Existem certos eventos que não são resolvidos de uma hora para a outra. Geralmente, se requer um tempo para estabilizar algumas confusões existenciais. É importante a pessoa ter certa paciência e saber dar tempo ao tempo.
No entanto, existem certas ocorrências que afetam diretamente a pessoa, por se tratar de algo de profundo valor existencial. Nesse caso, a indignação permanece estendendo-se por longo período de tempo. Essa revolta crônica prejudica a qualidade de vida, podendo, inclusive, comprometer a saúde, com o surgimento, por exemplo, da meningite.
Esse processo interior diante das situações existenciais fica facilmente compreensível e coerente em se tratando de uma pessoa adulta que contrai essa doença. No entanto, existe um elevado número de crianças e até bebês, que são afetados pela meningite. Os aspectos metafísicos aplicados a eles são basicamente os mesmos.
Na ocasião em que uma criança sofre de meningite, se investigarmos em torno dela, na família, por exemplo, facilmente encontraremos acontecimentos desagradáveis marcantes, afetando um ou mais integrantes. Características semelhantes àqueles fatos, poderão ser comparadas à vida adulta daquela criança. Depois de superar a doença, crescer e se tornar um adulto, provavelmente existirão desafios equivalentes àqueles da infância, quando manifestou a meningite.
Portanto, quando uma criança tiver com meningite, a atitude das pessoas ao redor (os pais) deverá ser de amenizar os abalos emocionais causados pelos acontecimentos desagradáveis e transmitir serenidade, para diminuir prováveis revoltas que ela esteja sentindo, acalentando-a e lhe proporcionando paz, segurança e confiança na vida”.
O conflito entre quem somos e quem queremos ser se encontra no âmago da luta humana. A dualidade, na verdade, está no centro da experiência humana. A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação coexistem em todas as pessoas e manifestam sua força em todas as facetas da vida. Se sabemos o que é a coragem é porque também experimentamos o medo, se podemos reconhecer a honestidade é porque já encontramos a falsidade. No entanto, a maioria de nós nega ou ignora nossa natureza dualista.
Caso estejamos vivendo sob a suposição de que somos apenas de um jeito ou de outro, dentro de um espectro limitado de características humanas, então, precisamos questionar por que, atualmente, muitos de nós estamos insatisfeitos com a nossa vida. Por que temos acesso a tanta sabedoria e, ainda assim, não temos a força e a coragem para agir segundo nossas boas intenções, tomando decisões eficazes? E, mais importante, por que continuamos a nos expressar de maneiras contrárias aos nossos valores e a tudo aquilo em que acreditamos?
Pesquisadores e estudiosos da personalidade buscam mostrar que isso ocorre porque não examinamos nossa vida, nosso eu mais obscuro, o eu sombrio, onde está escondido nosso poder esquecido. É ali, nesse local mais improvável, que encontramos a chave para destrancar a força, a felicidade e a capacidade de viver nossos sonhos.
Fomos condicionados a temer o lado obscuro da vida, assim como o nosso. Quando nos pegamos em meio a um pensamento sombrio ou tendo um comportamento que julgamos inaceitável, corremos como uma marmota ao buraco no chão e nos escondemos, torcendo e rezando para que aquilo desapareça antes de nos aventurarmos a sair novamente. Por que fazemos isso? Porque tememos, independentemente do quanto nos esforcemos, jamais conseguir escapar desse nosso lado. E, embora ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja a norma, a verdade soberana é que correr da sombra apenas intensifica seu poder. Negá-la apenas conduz a mais dor, sofrimento, tristeza e sujeição. Se falharmos em assumir a responsabilidade de extrair a sabedoria que está oculta no fundo de nossa consciência, a treva assume o comando e, em vez de sermos capazes de assumir o controle, a escuridão acaba nos controlando, provocando o efeito sombra. Então, o lado obscuro passa a tomar as decisões, tirando-nos o direito a escolhas conscientes, seja quanto ao que comemos, ao tanto que gastamos ou aos vícios a que sucumbimos. Nosso lado sombrio nos incita a agir de forma que jamais imaginamos e a desperdiçar a energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos. A obscuridade interior nos impede de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e viver uma vida autêntica. Somente ao abraçar a nossa dualidade é que nos libertamos dos comportamentos que poderão potencialmente nos levar para baixo. Se não reconhecermos integralmente quem somos, é certo que seremos tomados de assalto pelo efeito sombra.
O efeito sombra está por toda parte. A prova de sua disseminação pode ser vista em todos os aspectos da vida. Lemos sobre ele on-line. Podemos vê-lo nos noticiários da TV e também em amigos, familiares e estranhos na rua. E talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros. Receamos que, se lançarmos luz nessa escuridão, isso nos fará sentir uma imensa vergonha ou, até pior, nos levará a expressar nossos piores pesadelos. Tornamo-nos temerosos quanto ao que podemos encontrar se olharmos dentro de nós mesmos; portanto, em vez disso, escondemos a cabeça e nos recusamos a enfrentar o lado sombrio.
Mantida oculta, a sombra é uma caixa de Pandora repleta de segredos, que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos. Porém, se abrirmos a caixa, descobrimos que aquilo que está ali dentro tem o poder de alterar radicalmente nossa vida, e de forma positiva. Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará a centelha de ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrirmos nosso coração a todos ao redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma plenitude, permite que sejamos reais, reassumindo nosso poder, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos.
O assunto é vastíssimo... Assim sendo, iremos de uma maneira moderada e sem pressa... Para que possamos assimilar e não decorar... Até mais...