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Você sabe o que é serenidade?

Posted by Magali Marcadores:


No decorrer da vida podemos perceber que para estarmos sadios é importante cultivar a serenidade.
Mas como conseguir isso? Como não nos deixarmos afetar pelo que sucede à nossa volta?
Primeiro temos de tomar consciência de que a serenidade é um estado interno e, portanto, nada que esteja fora de nós deve ser empecilho para o manifestarmos. Podemos desenvolvê-lo quando adquirimos neutralidade diante dos acontecimentos e seguimos nosso caminho sem dispersão nem desordem.
Quem conquista essa atitude torna-se como uma fortaleza e não se abala com circunstâncias.
A serenidade não depende de fatores externos; por isso, é inútil buscá-la em pessoas, em situações ou em ambientes. Ela só pode ser encontrada dentro de nós. Por outro lado, o mundo é o nosso campo de trabalho para exercitá-la. A vida atual, tão atribulada para a maioria, é uma prova para testar o grau de serenidade que podemos atingir e, ao mesmo tempo, um estímulo para robustece-la.
Vários fatores podem contribuir para nos tornarmos serenos, e um deles é a superação do medo, comoveremos a seguir.
Um meio de conquistar a serenidade nos é dado no período em que nos encontramos desencarnados. Entre uma encarnação e outra, desenvolvemos o sentido de imortalidade, porque, só então, nos percebemos no eterno presente e nos reconhecemos como seres imortais. Sem estar no efêmero corpo físico, mas sim em outra realidade temporal e espacial, experimentamos uma vida que nos parece mais ampla e plena.
Nesse período compreendemos também que a transição chamada "morte" é apenas o despojamento dos corpos materiais que usamos em nossa passagem pelo mundo físico.
Assim, cientes de que não há morte, o medo vai desaparecendo e a serenidade se instalando.
Quanto mais longo for o intervalo entre as encarnações, mais profundamente se consolida essa nossa percepção da imortalidade. Embora a maior parte dessa percepção vá para o nosso inconsciente quando encarnamos de novo, ela nos dá possibilidade de reingressar na vida material serenos.
Ultimamente o intervalo entre as encarnações não tem sido longo o bastante. Muitas almas imaturas, que seriam beneficiadas por períodos mais longos fora do mundo físico, não usufruem esse tipo de repouso e de restauro por serem logo atraídas de volta ao plano terrestre pela grande densidade energética em que hoje se acha o planeta e muitos dos seus seres. Isso agrava a falta de serenidade que costuma reinar neste mundo. Mas há também as almas evoluídas que renunciam a ficar desencarnadas, na situação privilegiada de níveis de existência harmoniosos, para retornar à Terra e prestar auxílio nesta época de tantas necessidades. Essas almas, entretanto, já se tornaram mais serenas pela vivência do altruísmo e são de grande ajuda para as demais.
Outro fator que nos ajuda a desenvolver a serenidade é estabelecermos um ritmo ordenado e harmonioso em nosso dia a dia.
A maioria das pessoas não cuida disso espontaneamente e, para que possam desenvolver ordem e disciplina, quase sempre a vida lhes apresenta um ritmo compulsório: horários rígidos a cumprir, emprego fixo, relógio de ponto, dias certos de repouso e assim por diante. Mas quem voluntariamente distribui as atividades em horários regulares, de modo flexível e com atenção à ordem, tem como resultado um cotidiano que facilita a serenidade.
Ao nos adestrarmos na disciplina de uma vida ritmada, deixamos de ficar ansiosos para que as coisas comecem ou terminem segundo nossas expectativas, quase sempre sem fundamento real. Assim, podemos canalizar a atenção, o pensamento e o sentimento para o momento presente e não para um futuro que imaginamos.
É a partir daí que a rotina diária não mais nos incomodará, e finalmente poderemos perceber que a vida jamais termina – nossa existência, então, liberta-se dos limites do tempo.
Quanto mais organizado o dia se torna, mais penetramos o eterno presente, sem nem ao menos nos darmos conta de como isso ocorre.
O ritmo das atividades se desliga de acontecimentos fora de nós e começa a expressar realidades internas. A pausa entre duas atividades torna-se então um reflexo dos intervalos entre as encarnações. Quando aprendemos a usar nosso tempo livre adequadamente, chega ao nosso consciente aquela percepção da imortalidade colhida nos ciclos em que vivemos desencarnados, e o medo começa a ser dissolvido dentro do nosso ser.
Vivendo o ritmo diário com sabedoria, aprendemos a usar o tempo corretamente. Isso permite que, ao iniciarmos uma nova tarefa, nos sintamos restaurados. E, mesmo quando necessitamos de repouso, nosso estado físico já não será de desgaste ou inquietação, porque evitamos dispersões e permanecemos inteiros, atentos ao que estávamos fazendo. Desse modo, os períodos de renovação, tais como sono e repouso, têm efeitos mais abrangentes.
Nos tempos antigos havia cerimônias e ritos religiosos que auxiliavam o despertar para uma vida ritmada. Hoje, porém, o caminho é considerarmos o próprio cotidiano um cerimonial, torná-lo ordenado e, portanto, em condições de nos levar ao encontro da serenidade.

Do livro a Busca da Serenidade


Que a serenidade se faça em nossa caminhada... Paz e Luz...

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